Herbert Achternbusch

Escritor, pintor e realizador alemão, Herbert Achternbusch nasceu com o nome de Herbert Schild a 23 de novembro de 1938 na cidade de Munique. Filho ilegítimo no enorme turbilhão ideológico da cidade que mais susteve a ascensão de Adolf Hitler, acabou por ser perfilhado já em 1960, tomando então o apelido paterno de Achternbusch.
Entregue aos cuidados da avó materna, que o criou numa localidade situada na orla da floresta da Baviera, o jovem Herbert conseguiu concluir o ensino secundário. Ingressou depois no curso de Belas-Artes da Universidade de Munique mas, desiludindo-se, pediu transferência para as Artes Plásticas de Nuremberga, onde também não foi bem-sucedido. Em vez de aproveitar o seu tempo com os estudos, dedicou-se antes à pintura e à escrita, chegando a publicar um primeiro e indelével volume de poemas em 1964.
O seu primeiro trabalho digno de nota apareceu em 1970, com o título Die Macht des Löwengebrülls. Foi seguido de muito perto por Die Alexanderschlacht (1972), Die Tag wird kommen (1973) e Die Stunde des Todes (1975). Os inícios da década de 70 do século passado revelaram-se cruciais na vida de Achternbusch, já que não só começou a firmar a sua posição como escritor, como também procedeu à sua primeira experiência cinematográfica, realizando a curta-metragem Das Kind ist tot em 1971. Herbert Achternbusch encontrou assim mais uma vocação, que prosseguiu com 6.Dezember 1971 (1972), e com Das andechser Gefühl (1974), a sua primeira longa-metragem e a sua estreia nos circuitos comerciais.
Mostrando-se bastante prolífico no domínio literário, publicando em toda a sua carreira cerca de meia centena de volumes, dos quais se podem destacar Land in Sicht (1977), Revolten (1982) e Es ist niemand da (1992), a sua contribuição cinematográfica foi também bastante ampla, com um total de vinte e oito películas, quer na qualidade de realizador, quer como guionista. Tornou-se célebre com trabalhos como Das letzte Loch (1981), que recebeu a Película de Prata do Prémio Alemão de Cinema, o Prémio da Crítica de Cinema Alemã e o Prémio Especial do Festival de Locarno; e Das Gespent (1982), talvez o exemplo mais evidente do carácter cínico e muitas das vezes inacessível da sua obra.
Para além de pinturas e instalações, Herbert Achternbusch foi também autor de duas dezenas de peças de teatro.
Como referenciar: Herbert Achternbusch in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-09-29 03:02:08]. Disponível na Internet: