Hermopólis Magna

Também conhecida como Khmun ("A Cidade dos Oito", sendo estes os deuses primordiais, criadores do mundo) e atualmente el-Ashmunein, situa-se perto da atual cidade de Malawi e foi capital do 15.º nomo do Alto Egito (por esta razão também foi chamada de Wenu, "Cidade de Hares", sendo este último o nome do 15.º nomo). Pensa-se que a sua fundação date da IV Dinastia e era o centro do culto ao deus Toth (o Hermes grego, que originou o nome de Hermópolis), subsistindo um templo a ele dedicado e uma estátua colossal, em quartzite, do deus sob a forma de babuíno, datada de cerca de 1370 a. C., reinado de Amenhotep (ou Amenófis) III. O 15.º nomo egípcio passou a denominar-se Hermapolites durante o período greco-romano, continuando Hermópolis Magna a ser a sua capital. O cargo de governador de Hermópolis Magna coincidiu bastantes vezes com o de sumo-sacerdote, sendo por conseguinte uma posição de grande poder político e religioso no Egito.
Cidade próspera e de férteis campos, foi no Império Novo ligada ao rio Nilo por meio de um canal sobrelevado, tendo-se na mesma época construído a estrada para Tuna el-Gebel. Durante o Império Médio integrou a região de Neferusi.
Apesar da destruição que a cidade sofreu durante a ocupação muçulmana, restam ainda um templo erigido a Amon durante o reinado de Amenemhet II, estátuas colossais de Ramsés II e uma basílica cristã copta erigida no século V d. C. com os materiais de um templo ptolomaico pré-existente, além dos supra-mencionados monumentos a Toth. Encontraram-se ainda vestígios de um pílon construído por ordem de Ramsés II e de outros templos dos Impérios Médio e Novo que aproveitaram igualmente materiais de templos de el-Amarna, cidade que foi capital durante o reinado monoteísta de Akenaton, ou Amenhotep (Amenófis) IV, (1352-1336 a. C.), na XVIII dinastia. O vizinho cemitério de Tuna el-Gebel alberga um outro templo de Toth e catacumbas construídas entre a dinastia XXVII e o ano 395 d. C.
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