Heródoto

O historiador grego Heródoto nasceu em Halicarnasso, na Ásia Menor, por volta de 484 a. C., e morreu em Túrio cerca de 425 a. C. A vontade de se instruir, cedo manifestada, foi satisfeita com viagens por todo o mundo grego e ainda pela Pérsia e pelo Egito.
A obra de Heródoto é intitulada Histórias, de uma palavra grega que significa «informação». Este título serviu posteriormente para designar o próprio género literário. A obra está dividida em nove livros, cada um dos quais tem o nome de uma das musas. Este conjunto de nove livros está dividido em duas partes: Antes das Guerras Médicas - Livros I-IV (correspondentes às musas Clio, Euterpe, Tália e Melpómene); Guerras Médicas - Livros V a IX (correspondentes a Terpsícore, Érato, Polímnia, Urânia e Calíope). A obra de Heródoto é um manancial de ensinamentos. Antes da decifração dos hieróglifos, a sua obra era o único documento sobre o antigo Egito Antigo.
Embora não possa ser posta em dúvida a sua sinceridade, é incontestável que as suas fontes são muito díspares. Viu muito, mas também diz muito por ouvir dizer. Além disso, falta-lhe o espírito crítico: mistura anedotas com factos importantes, põe em dúvida alguns acontecimentos, mas aceita outros igualmente pouco críveis.
A religião, a moral e o patriotismo dão particular grandeza à obra de Heródoto. Po outro lado, Heródoto é um admirável contador. As narrações e os discursos são encantadoramente naturais e as descrições são coloridas e precisas. O estilo é cheio de doçura e simplicidade, e para isso ajuda muito o uso da língua jónica.
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