História do Cerco de Lisboa

Romance de José Saramago (Prémio Nobel da Literatura, em 1998), publicado em 1989. São apresentadas duas histórias: uma, a da batalha dos portugueses, apoiados pelos Cruzados, contra os mouros durante o cerco de Lisboa; outra, a de Raimundo Benvindo Silva, revisor editorial, a quem compete rever um livro sobre o cerco de Lisboa.
Raimundo, de 50 anos, solteiro e tímido, vive em Lisboa e trabalha numa editora. Enquanto faz a revisão das provas de um livro sobre o cerco de Lisboa, decide alterar a realidade histórica, inserindo a palavra "não". De tal alteração resultaria que os Cruzados não teriam ajudado Afonso Henriques, a conquistar Lisboa aos mouros, no ano de 1147. Mas, passados treze dias, a fraude de Raimundo é descoberta. Devido à irregularidade cometida, Raimundo passa a contactar mais com a sua supervisora, Maria Sara, e os dois acabam por se apaixonar um pelo outro.
Para além desta paixão, Raimundo tem ainda uma outra, a de escrever.
E começa a elaborar uma narrativa sobre o cerco de Lisboa. Ela vai refletir a relação amorosa com Maria Sara. As aproximações amorosas feitas à colega correspondem às conquistas dos portugueses aos mouros, e o amor entre o soldado Mogueime e Ouroana espelha o seu, com Maria Sara.
O romance apresenta uma escrita pós-modernista, característica de Saramago, com escassez de pontuação e com intercalação do discurso dos locutores com o do narrador. A narração da tomada de Lisboa aos mouros adota características de romance histórico, visíveis principalmente nas descrições das realidades medievais, islâmicas e cristãs.
Como referenciar: Porto Editora – História do Cerco de Lisboa na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-04 05:51:18]. Disponível em