humor

O humor é uma disposição do espírito que combina graça, ironia e divertimento. Enquanto processo imagético e textual, junta o nonsense lúdico, divertido, com uma sugestão que pode potenciar a crítica.
Para Leon Eliachar, laureado com palma de ouro na IX Exposição Internacional de Humorismo, realizada em 1956, em Bordighera, Itália, "Humorismo é a arte de fazer cócegas no raciocínio dos outros. Há duas espécies de humorismo: o trágico e o cómico. O trágico é o que não consegue fazer rir; o cómico é o que é verdadeiramente trágico para se fazer".
O termo humor vem do latim humore e significa líquido, fluído. Na medida em que há uma mistura de alegria e indiferença que vai fluindo levemente com graça, o humor adquiriu um sentido de capacidade de expressar, perceber ou comunicar de uma forma simultaneamente alegre e crítica.
Permite encarar o mundo e as suas dificuldades com uma certa ironia. O humor ajuda a desdramatizar a vida e as situações. De acordo com o Macmillan Dictionary, humor é «a qualidade de alguma coisa que a torna divertida ou engraçada, comicidade, capacidade de perceber, apreciar ou exprimir aquilo que é divertido ou tem graça». André Brun (1922: In memoriam, homenagem póstuma a Eça) afirma que "Humorista não é quem faz rir: é quem faz pensar. Note-se que digo pensar e não sonhar. O humorismo chama os espíritos à realidade da vida sem, todavia, ter também o amargo dos pessimistas". E o escritor israelita Amós Oz em carta ao escritor japonês Kenzaburo Oe, Prémio Nobel de 1994, propõe o humor como arma contra o fanatismo: "o humor é um grande redentor - alguém capaz de rir de si mesmo deixa de ser um fanático. O bom humor, afinal, contém relativismo, e o relativismo talvez seja capaz, até certo ponto e em alguns casos, de nos ensinar a superar a nossa loucura".
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