Humphrey Bogart

Ator norte-americano nascido em 25 de dezembro de 1899, em Nova Iorque, e falecido a 14 de janeiro de 1957, em Los Angeles. Foi considerado como um dos maiores ícones de Hollywood, muito devido à imagem de duro que deixou nas dezenas de filmes em que participou. Filho dum médico e duma pintora, ainda cursou Medicina, mas foi expulso da Universidade de Massachusetts devido às constantes brigas em que se envolvia. Alistou-se na Marinha durante a Primeira Guerra Mundial e foi durante um acidente no navio em que servia que fez a ferida no lábio da qual decorreu a cicatriz que se tornou numa das suas imagens de marca. Findo o conflito, partiu para Nova Iorque onde teve vários empregos até 1920, ano em que decidiu tentar a sorte como ator na Broadway. Os primeiros tempos não foram fáceis, tendo passado quase despercebido numa série de papeis secundários. Em 1930, assinou contrato com os estúdios da Warner, que o recrutaram para uma série de filmes B, na sua maioria policiais e histórias de gangsters. Farto de esperar por uma oportunidade em filmes de relevo, regressou à Broadway onde fez um par de temporadas bem sucedidas. Foi por pedido do ator Leslie Howard que regressou a Hollywood para desempenhar um importante papel na produção The Petrified Forest (A Floresta Petrificada, 1936). O filme foi um sucesso e tipificou Bogart em papéis de vilão que viria a repetir em Marked Woman (A Mulher Marcada, 1937), Angels With Dirty Faces (Anjos de Cara Negra, 1938) e Roaring Twenties (Heróis Esquecidos, 1939). A grande viragem na carreira de Bogart deu-se em 1941: o ator George Raft recusou interpretar um gangster decadente que morria no final em High Sierra (O Último Refúgio, 1941) e o realizador Raoul Walsh recomendou Bogart para o papel. O filme foi um sucesso, catapultando a carreira de Bogart . Uma nova recusa de Raft veio beneficiá-lo novamente: a personagem de Sam Spade, no policial The Maltese Falcon (A Relíquia Macabra, 1941), assentou-lhe que nem uma luva e fez dele uma estrela. Casablanca (1942) e a personagem Rick Blaine fizeram de Bogart um mito e nenhum cinéfilo esquecerá a imagem de Rick na sua gabardina cinza envolto na bruma do aeroporto a despedir-se de Ilsa (Ingrid Bergman). O seu desempenho neste filme valeu-lhe a nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Os êxitos sucederam-se em catadupa: durante as filmagens de To Have and Have Not (Ter ou Não Ter, 1944), apaixonou-se por Lauren Bacall que se viria a tornar a sua quarta e última esposa. Após os sucessos de The Big Sleep (À Beira do Abismo, 1946) e The Treasure of Sierra Madre (O Tesouro de Sierra Madre, 1948), venceu o Óscar para Melhor Ator Principal pela sua prestação em The African Queen (A Raínha Africana, 1951). Trabalhou em seguida com realizadores credenciados como Joseph Mankiewicz, em The Barefoot Condessa (A Condessa Descalça, 1952), Billy Wilder, em Sabrina (1954), Michael Curtiz em We're no Angels (Veneno de Cobra, 1954) e William Wyler em Desperate Hours (Horas de Desespero, 1955). Minado por um cancro no esófago, «Bogey», como era carinhosamente tratado pelos seus colegas, terminou com grande sacrifício as filmagens do seu último título, o drama sobre o submundo do boxe The Harder They Fall (A Queda Dum Corpo, 1956), tendo falecido poucos meses depois.
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