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Idealismo
A conceção da poesia como criação e do poeta como ser capaz de perscrutar verdades invisíveis para a razão, para a ciência e para o vulgo, inaugurada pelo Romantismo, é inseparável das filosofias idealistas neoplatonianas desenvolvidas por Kant (1724-1804), Fichte (1762-1814) e Schelling (1775-1854), depois absorvidas pelos poetas e teóricos alemães do Sturm und Drang, pelos poetas pré-românticos ingleses, pela França, por intermédio de Mme. de Staël, e a partir daí pelo resto da Europa.Segundo Kant, a faculdade da imaginação permitia ao poeta ser especialmente bafejado pelo génio, aceder à verdadeira essência do belo e do bom. O idealismo alemão constituiu a base teórica dos princípios estéticos e artísticos românticos. A conceção da poesia como criação invalidou a conceção clássica e neoclássica da poesia como imitação, sujeita a regras e constrições. A conceção do poeta como génio conferiu-lhe o estatuto de vidente, demiurgo, intermediário entre a divindade e o resto dos homens, dotando-o de um magistério moral e espiritual com incidências no plano social e político.
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