identificação

Identificação é o processo inconsciente pelo qual um indivíduo incorpora ou projeta para dentro de si mesmo um quadro mental de algo exterior, pessoa ou objeto, e começa a assimilar pensamentos e comportamentos que se assemelham aos desse objeto externo.
Assim, o indivíduo assemelha-se a alguém, no pensamento ou no comportamento, através da integração de uma imagem exterior no seu próprio eu.
A identificação é o mecanismo pelo qual uma criança deve obter um modelo interno, isto é, quando aceita e adota padrões (normalmente a figura parental do mesmo sexo), adequados e sobre o qual irá construindo e modificando a sua própria personalidade. É através da identificação que se realiza a estruturação do ego. Geralmente, existe maior facilidade na identificação com pessoas que apresentam características semelhantes.
Freud considerou o processo de identificação como sendo de muita relevância na infância, na altura em que se finaliza a fase do complexo de Édipo. A identificação constitui um mecanismo de defesa importante: como forma de dominar a angústia, o rapaz identifica-se inconscientemente com o pai e nessa altura esta figura parental é "interiorizada" no seu ego. A criança considera o pai como sendo o ego ideal. Verifica-se, assim, o mecanismo da "introspeção". A identificação inicia-se numa criança na relação com os pais, porque eles estão em contacto diário com ela, e porque eles lhe parecem "omnipotentes", durante os anos iniciais de vida, depois, ao alargar os seus conhecimentos e relações, a criança passa a identificar-se também com outras pessoas, desde que o comportamento e as qualidades dessas outras pessoas estejam na linha dos desejos da criança.

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