Iémen

Geografia
País da Ásia. Situado no extremo sudoeste da Península Arábica, abrange uma área de 527 970 km2. É banhado pelo mar Arábico a sul e pelo mar Vermelho a oeste e faz fronteira com a Arábia Saudita a norte e com Omã a leste. O país também inclui a ilha de Socotorá, no oceano Índico. As cidades mais importantes são Saná, a capital, com 1 471 30000 habitantes (2004), Adém (537 800 hab.), Ta'izz (448 200 hab.) e Hodeida (395 600 hab.).
Clima
O clima é desértico quente nas áreas interiores e semiárido no litoral. A precipitação é inferior a 250 mm anuais, chovendo um pouco mais nas regiões mais altas.
Economia
O Iémen tem uma economia baseada na indústria petrolífera (extração e refinação). Na agricultura, as culturas principais são o sorgo, a batata, o tomate, o trigo, a uva, a melancia, a banana, a cebola, o milho e a papaia. As manufaturas incluem a farinha, o farelo, o tomate em conserva, a fibra de algodão, a borracha, as garrafas, a cerveja, os tecidos e os cigarros. Os principais parceiros comerciais do Iémen são a Arábia Saudita, os Estados Unidos da América, o Japão e a Índia.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 1,1.
População
A população, em 2006, era de 21 456 188 habitantes, o que corresponde a uma densidade de aproximadamente 39,26 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 42,89%o e 8,3%o. A esperança média de vida é de 62,12 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,470 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,424 (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 39 644 000 habitantes. Os habitantes são maioritariamente árabes e fiéis à religião muçulmana, dentro da qual 53% são sunitas e 47% são xiitas. A língua oficial é o árabe.
História
Em 1914, um tratado anglo-turco determinou a fronteira entre as partes norte e sul do Iémen (esta última sob administração britânica). Depois da derrota turca na Primeira Guerra Mundial, o Norte conquistou a independência e reclamou o direito a todo o território, incluindo a zona sul. Seguiu-se uma guerra civil sangrenta e, em 1962, o Norte proclamou-se a República Árabe do Iémen. A zona sul foi incluída na Federação do Sul da Arábia, criada em 1963, com a promessa do Governo britânico de conceder a independência cinco anos mais tarde. Mas, em 1967, a Frente de Libertação Nacional, de orientação marxista, conquistou o controlo da federação. Nesse ano, com a ajuda da União Soviética, o Sul tornou-se na República Popular do Iémen do Sul e, em 1970, na República Popular Democrática do Iémen.
As relações entre o Iémen do Norte e o Iémen do Sul tornaram-se tensas e foram marcadas por conflitos entre as décadas de 1970 e de 1980. O Iémen do Sul sofreu uma instabilidade crónica, com alguns golpes de Estado e uma guerra civil, em 1986, que causou milhares de mortos. Nesta altura, o país cortou relações com a União Soviética. Em 1989, os dois Iémenes acordaram em tornarem-se num único país e, um ano mais tarde, depois de os dois parlamentos terem aprovado a união, surgiu uma nova nação. Mas depressa sentiu dificuldades ao apoiar o Iraque durante a Guerra do Golfo.
Em 1993 decorreram as primeiras eleições livres multipartidárias em que, pela primeira vez na Península Arábica, as mulheres também votaram. No entanto, os antagonismos políticos entre o Norte e o Sul continuaram. Mesmo com promessas de diálogo político, em 1994 teve início a guerra civil.
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