Igreja de Santa Maria (Beja)

A notícia mais antiga sobre este templo de Beja, erguido no Largo do Provir, remonta ao ano de 1282, nada se tendo conservado dessa época. Reconstruída no século XV, Santa Maria possui ainda marcas indeléveis de renovações efetuadas em épocas posteriores.
O exterior da frontaria é marcado pelo nártex gótico, coberto por abóbada de aresta e assente em três arcos ogivais, com colunas pequenas e reforçados por cilíndricos contrafortes-botaréus. O seu coroamento é feito por coruchéus cónicos com merlões chanfrados, estrutura que a aparenta a outros monumentos alentejanos do gótico final, nomeadamente com S. Brás de Évora ou S. Sebastião do Alvito, entre outros.
De feição renascentista, o corpo da igreja é composto por três naves divididas por colunas graníticas da ordem toscana, mas sem capitéis, possuindo alguns altares laterais de talha barroca dos séculos XVII-XVIII.
A ábside conserva o desenho poligonal da arte gótica quatrocentista, embora as suas frestas originais tenham sido entaipadas e substituídas por grandes janelas, rasgadas nas paredes da capela-mor nos finais do século XVIII. No lado de Evangelho, a Capela de N. S. do Rosário possui uma magnífica composição escultórica de "Árvore de Jessé", datada de 1686. A Capela do S. Sacramento guarda uma bela pintura de Pedro Alexandrino, de cerca de 1792, alusiva à Última Ceia de Cristo.
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