Igreja Matriz de Monção

Num dos largos do núcleo medieval da vila minhota de Monção ergue-se o singela e vetusta Igreja Matriz, obra românica dos finais do século XII classificada como Monumento Nacional e que foi objeto de alterações parciais nos séculos XVI e XVII.
Com efeito, na centúria de Quinhentos foi-lhe acrescentada a Capela funerária dos Marinhos, para, em 1679, novo mausoléu - homenageando a figura de Deuladeu Martins - ser incluído no braço direito do transepto da igreja.
A fachada do templo é rasgada por um portal românico composto por três arquivoltas, decoradas por elegantes botões florais e motivos geometrizantes, assentes em seis colunelos com capitéis vegetalistas e dourados. Sobrepujando o portal rasga-se um óculo circular. Lateralmente, eleva-se uma quadrangular torre sineira, com cobertura posterior do século XVIII. O interior da igreja desenha uma planta cruciforme, constituída por uma nave única e desproporcionada, um transepto saliente e a capela-mor. No lado esquerdo da nave abre-se a capela funerária do proto-notário D. Vasco Marinho, obra do gótico tardio coberta por uma abóbada polinervurada e contendo o jacente calcário do homenageado - datado de 1531 e que apresenta sinais de acentuada deterioração.
No braço direito do transepto salienta-se o referido mausoléu de Deuladeu Martins, alcaide de Monção em tempos de D. Fernando, empreendimento concretizado em 1679 por um dos seus descendentes.
A capela-mor é forrada por um meritório lambrim de azulejos contrastando com a talha dourada do retábulo.
Na sacristia estão algumas peças litúrgicas de grande qualidade, com especial destaque para um cofre de origem árabe e a ostensiva e grandiosa custódia em prata dourada, ornamentada obra de ourivesaria do século XVI com o peso aproximado de 13 quilos.
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