Igreja Matriz de Vila Real de Sto. António

Destoando da simetria regular da planimetria urbana de Vila Real de Stº. António surge a Igreja Matriz desta cidade algarvia, obra patrocinada por D. José I e iniciada no último quartel do século XVIII, inscrevendo-se no universo artístico daquilo que ficou convencionado chamar de arquitetura pombalina, marcada pela sobriedade estrutural de renovação clássica e pela ornamentação contida de alguns elementos decorativos ainda apegados ao estilo rocaille.
Desta dupla combinação estilística - e ainda de todas as profundas alterações sugeridas no século XX - resultou um edifício simples e elegante, abrindo-se na fachada principal um sugestivo portal nobre de verga mistilínea, sobrepujado por amplo janelão superior. O remate da empena é estabelecido por regular e aparatoso frontão triangular. O interior da igreja matriz é amplo, constituído por corpo de uma só nave, ao longo da qual se dispõem cinco altares, dos finais do século XVIII, e cabeceira ocupada pela capela-mor.
O batistério da igreja é obra erguida em 1941, contendo um sugestivo vitral do pintor Joaquim Rebocho. Da mesma autoria são dois outros vitrais que se podem contemplar na capela-mor, enquanto aquele que se destaca no coro da igreja é obra realizada por um pintor espanhol.
Pela sua graciosidade e movimento, o maior tesouro desta igreja reside numa bela escultura barroca e que se localiza no lado esquerdo da capela-mor. Trata-se da imagem de Nª. Srª. da Encarnação, datada de cerca do ano de 1777 e que foi esculpida pelo célebre artista Joaquim Machado de Castro.
Como referenciar: Igreja Matriz de Vila Real de Sto. António in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-19 15:23:54]. Disponível na Internet: