igualdade de oportunidades

Os anos 80 do século XX, marcados pelo conservadorismo ocidental, tiveram no presidente americano, Ronald Reagan, e na Dama de Ferro e primeira-ministra britânica, Margaret Tatcher, os expoentes máximos de um ideologia que utilizou o princípio da igualdade de oportunidades para promover as suas políticas liberais. Estas políticas preconizavam o livre jogo das forças de mercado em que os rendimentos eram distribuídos segundo critérios de habilidade e de aptidão. Defendiam ainda o livre jogo das forças de mercado e o afastamento do Estado na intervenção e correção das desigualdades sociais, económicas e educacionais por questões de classe, etnia e sexo. O Estado era desresponsabilizado por séculos de discriminação racial histórica e havia uma afirmação explícita de não intervenção do governo na correção da discriminação e das desigualdades históricas relativamente a certos estratos da sociedade. Existiu a necessidade de fomentar medidas que levassem a sociedade a acabar com a discriminação no acesso ao mercado de emprego, ao mesmo tempo que o Estado preconizava a existência de critérios de contratação por mérito independentemente da raça, sexo e origem social dos indivíduos. As administrações conservadoras procuravam avaliar os resultados desastrosos das políticas anteriores de proteção e compensação de desigualdades sociais que, sustentavam os conservadores, tinham como resultado a dependência do Estado por parte dos indivíduos, em vez da efetiva resolução dos problemas. Segundo mais críticos das políticas conservadoras, em vez de ter um papel ativo na eliminação das diferenças sociais e económicas das sociedades, os governos conservadores promoveram o seu agravamento através da não ação, através de uma política de deixa fazer.

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