Ilha da Tasmânia

Ilha e estado da Austrália, encontra-se separada do continente (Estado de Vitória) pelo estreito de Bass, abrangendo uma área de cerca de 68 330 km2.
O seu relevo é constituído por uma série de cordilheiras paralelas, dispostas na direção noroeste-sudeste, e pelo planalto central, de origem glaciar, com numerosos lagos, onde se alcança a máxima altitude no monte Ossa, com 1617 metros.
O clima é temperado marítimo, com precipitações que oscilam entre 760 mm e 3550 mm, e a vegetação é de densas florestas de eucaliptos, fetos e faias, no oeste, enquanto que no este as florestas são muito mais abertas. Relativamente à fauna, as espécies autóctones mais conhecidas são o lobo-da-tasmânia, espécie extinta na década de 30 do século XX, e o diabo-da-tasmânia que, por sua vez, se encontra em vias de extinção.
O seu subsolo contém jazigos de ferro, zinco, chumbo, cobre, tungsténio, carvão, prata e estanho.
Há produção de maçãs, batatas e outros legumes e criação de gado ovino e bovino.
Possui indústria do papel, da celulose, madeireira, alimentar, de laticínios, têxtil, química, do cimento e eletrometalúrgica. A elevada pluviosidade e o relevo da ilha permitem que 88% da energia elétrica da Tasmânia seja produzida por centrais hidroelétricas.
A cidade mais importante é a capital, Hobart. São de mencionar outras cidades como: Launceston, Burnie e Devonport. Habitada por povos de origem melanésia, a Tasmânia foi descoberta em 1642 pelo navegador holandês Abel Tasman. Chamava-se primitivamente Terra de Van Diemen, do nome do governador-geral das Índias Orientais Holandesas, por quem Tasman foi incumbido de navegar até à Austrália. Os Britânicos ocuparam a ilha em 1803, utilizando-a como colónia penal. Adquiriu o estatuto de colónia separada em 1825 e foi rebatizada com o nome de Tasmânia em 1855. Foi integrada na Commonwealth australiana em 1901.
A região selvagem da ilha foi classificada Património da Humanidade pela UNESCO em 1982.

Como referenciar: Ilha da Tasmânia in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-17 14:40:15]. Disponível na Internet: