Ilha de Bornéu

Ilha do Sudeste Asiático. Com uma área de 751 900 km2, é uma das maiores ilhas do Mundo e a maior da Insulíndia. Encontra-se banhada pelo mar da China Meridional a norte, pelo mar das Celebes a leste e pelo mar de Java a sul.
Pouco recortada, os rios e as cadeias montanhosas dispõem-se de forma radial e entre eles estendem-se vastas bacias com planícies aluviais férteis e muito povoadas. Os mangais do litoral e as florestas tropicais quentes e húmidas do interior, em que apenas sobressai o monte Kinabalu, com 4101 m de altitude, fazem de Bornéu um território pouco explorado e de grande futuro económico.
Possui inúmeros recursos naturais (ouro, diamantes, prata, platina, cobre, ferro, mercúrio, estanho, chumbo, zinco e manganésio), mas até ao momento apenas se explora petróleo (no Norte e Leste) e carvão (no Sudeste). Tem culturas de arroz, cana-de-açúcar, algodão, borracha, tabaco, coqueiros e palmeiras.
A ilha de Bornéu é povoada por 7 milhões de habitantes, na sua maioria de origem daiaque (no interior ainda se encontram caçadores de cabeças), malaia e chinesa.
A parte sul da ilha está quase por explorar devido à falta de vias de comunicação. Pelo contrário, a parte norte, antigo protetorado britânico, possui 400 km de caminho de ferro e 3000 km de estradas. A maioria dos portos do litoral possui aeródromos.
Do setor norte (o antigo Bornéu britânico), passaram, em 1963, a fazer parte da Malásia as colónias de Sarawak e Sabah (domínios britânicos desde o século XIX), enquanto o Brunei, de menor extensão, se tornou um Estado independente em 1 de janeiro de 1984. A vasta extensão do Bornéu do Sul (539 460 km2 e 5 milhões de habitantes) pertence à Indonésia (província de Kalimantan).
A ilha de Bornéu foi conhecida dos Portugueses nos começos do século XVI, pouco depois da conquista de Malaca. As primeiras notícias trouxeram-nas os três navios sob o comando de António Abreu, enviado às Molucas por Afonso de Albuquerque. Em documentos de 1514, informava-se que mercadores vindos do Bornéu demandavam Malaca no intuito de trocarem cânfora por roupa. Portugal manteve no Bornéu uma feitoria de 1526 a 1604.
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