imaginação

De origem no latim imaginatióne, que significa imagem.
A imaginação é a representação da realidade ou dos objetos e não a coisa em si.
Platão desvalorizava a imaginação por considerá-la o mais baixo grau do conhecimento, por ser algo baseado em devaneios da mente. Apesar desta depreciação, a imaginação enquanto produção de representações pressupõe uma atividade do espírito. É a capacidade de criar imagens mentais e poder pensar além da própria realidade, inovando-a.
A imaginação permite ao ser humano conceber um mundo imaginário. É assim uma imaginação produtora e que pode enriquecer o nosso espírito, já que é a representação de uma realidade ausente, mas que permite a existência da liberdade do espírito.
Na filosofia mais racionalista, a imaginação tem um carácter negativo. Por exemplo, para Pascal, a imaginação é a mestra da falsidade e do erro, pois não fornece critério seguro para distinguir o falso do verdadeiro.
Na corrente inspirada por Descartes e Espinosa, a imaginação tem como função produzir a aparência e produz erros no espírito. Segundo Descartes, é necessário romper com a aparência ilusória das coisas que nos surgem pelas imagens. Para Malebranche, é aquilo que fornece crenças irracionais e absurdas.
Por outro lado, Kant fez da imaginação transcendental a condição primeira de todos os pensamentos, isto porque considerou que a imaginação é a faculdade das imagens e, como tal, pode intervir na sensação onde a imagem se produz e na memória onde se reproduz. Por último, segundo Bachelard, a imaginação é a faculdade de invenção e de renovação.

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