Império Gupta

Império fundado em 320 por Kandra Gupta I (c. 320-335). Nos começos do século IV d. C., o jovem rei de uma dinastia secundária começou a incrementar o seu poder. À sua morte, controlava todo o curso do Ganges desde Allahabad no oeste, até às fronteiras de Bengala, o coração da Índia. O seu filho, Samudra Gupta (c. 335-376), ampliou as conquistas iniciadas pelo seu pai. O seu poder estendeu-se desde o Punjab oriental até Bengala e Assam. O rei da dinastia seguinte, filho de Samudra, Kandra Gupta II (376-414) foi o mais poderoso da dinastia. Estabeleceu a sua hegemonia por todo o Norte da Índia, desde o mar Arábico até à baía de Bengala. Pode afirmar-se que, durante este período, a Índia foi a região mais civilizada da Terra. O Império Gupta continuou a florescer com Kumara Gupta I (414-454). A atividade cultural continuou a ser intensa e desta época datam algumas das obras pictóricas mais importantes da Índia.
Por volta de 450, os Hunos atacaram o Império, deixando-o bastante debilitado. Skanda Gupta (c. 454-467) devolve ao Império algum do seu antigo esplendor. Após a sua morte houve um período de disputas dinásticas, ao que se seguiu o longo reinado de Budha Gupta (475-495). A este soberano sucedeu Mihiracula, que viu o seu poder limitado a Caxemira. Ainda que a sobrevivência do Império esteja testemunhada no Norte de Bengala, no Oriente, até meados do século VI, nunca mais voltou a conhecer o esplendor do passado, acabando por se desagregar.
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