Império Majapahit

Em 1293, Vijaya, que descendia do destruidor do reino de Kadiri (760-1222) e fundador do reino Singhasari, em Java Oriental, livrou-se, com o apoio dos exércitos invasores de Kublai Cão, do usurpador Jaykatwang, de Kadiri.
O seu império, com uma base cultural e religião Hindus, denominou-se Majapahit (Fruto Amargo), que corresponde ao nome da aldeia onde Vijaya iniciou a sua revolta e fixou o seu Kraton (palácio e corte). Foram seus sucessores o seu filho, Jayanagara, (1309), e sua filha, Tribhuvana (1329), que, em 1331, nomeou como primeiro-ministro (mapatih) Gajah Mada. Este expandiu e restaurou o império de Kertaganara, criando o conceito político de pan-Indonésia.
Em 1365, este império dominava sobre a maior parte de Samatra, a Península de Malaia até Kedah, Langkasuka e Patani, sobre as costas Sul e Oeste de Bornéu, o Sul das Celebes e as Molucas, e o seu protetorado prolongava-se até à Indochina, incluindo o Sião, o Camboja, Champa e Yavana (Vietname).
Em consequência da posição extrema da capital de Majapahit, no interior de Java Oriental, e também das forças centrífugas do interior, o império tornou-se vulnerável sofrendo ataques externos de Sião, que desde 1350 tinha tendências expansionistas para o Sul de Malaia, do Islão, que tinha iniciado a sua penetração no Sudeste Asiático através dos portos de Samatra, Java e da península Malaia, e de Portugal, que, em 1511, tomou Malaca, sucessora do poderio marítimo de Majapahit.
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