Inconfidência Mineira

A chamada Inconfidência Mineira foi uma conspiração com objetivos autonómicos descoberta em 1789, através de uma denúncia, na capitania de Minas Gerais.
De uma maneira geral, os conjurados foram presos, julgados e enviados para o degredo em África. Excetuaram-se dois, Cláudio Manuel da Costa, que morreu na prisão (não sendo claro se foi assassinado ou se se matou), e Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como "Tiradentes", militar considerado o cabecilha da revolta, que foi enforcado no Rio de Janeiro em 1792.
Minas Gerais era, no século XVIII, uma região da maior importância económica no contexto do Império Colonial Português. Tal não impediu, contudo, o surgimento de certas tensões sociais, sobretudo porque, se era daí que partia grande parte do ouro que alimentava o fausto da corte na metrópole, não se via que os locais tirassem grandes vantagens disso. Nas décadas finais do século, a situação na capitania agravou-se, por um lado devido a uma conjuntura económica desfavorável, por outro porque as novas ideias triunfantes da Revolução Americana despertavam a consciência política dos colonos, nomeadamente da elite esclarecida. Desta forma, o descontentamento e o perigo de sublevação popular eram reais, e vieram a concretizar-se na conjura da Inconfidência Mineira.
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