Independência da Grécia

O povo grego revoltou-se no século XIX (1821-1829) contra o Império Otomano, conduzindo à independência do Sul da Grécia, com a integração do Peloponeso. Esta luta pela independência já tinha sido tentada no século XVIII (1770), quando uma devastadora fome disseminada entre os agricultores gregos, que não tinham permissão para comprar terras aos turcos, instigou um forte sentimento de revolta. Esta revolta foi incitada pelos russos, que no entanto não tiveram um desempenho à altura de fazer face ao poderio turco, socorrido pela ajuda de albaneses, contratados para derrotar os gregos.
O clima liberal do século XVIII que viu nascer as Revoluções Francesa e Americana e possibilitou a ascensão de um movimento de simpatia generalizada pelas populações oprimidas, conjugado com o crescente enfraquecimento do império turco ameaçado pelo levantamento sérvio de 1804, e também pelas grandes dificuldades que os turcos encontraram em controlar o governador albanês Ali Pasha, facilitaram a criação de condições favoráveis ao sucesso da libertação do povo grego.
A sua oportunidade chegava com a revolta de Ali Pasha contra o sultão em 1820, altura em que Portugal vivia a sua primeira experiência liberal.
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