indução (embriologia)

O desenvolvimento do embrião é orientado pela localização do citoplasma, no qual regiões especializadas dirigem o modelo da divisão celular. No decurso do desenvolvimento embrionário, um determinado território ou estrutura exerce uma ação sobre um território ou estrutura vizinha de maneira a produzir nesta uma diferenciação. O fenómeno foi descoberto pelo biólogo alemão Hans Spemann, Prémio Nobel, em 1935, pelos seus trabalhos sobre indução embrionária, em embriões de anfíbios.
Admite-se, atualmente, que durante o desenvolvimento embrionário ocorreram sucessivos fenómenos de indução, podendo distinguir-se uma indução primária, devido a um indutor primário, e induções secundárias. O ponto de partida de tais fenómenos situa-se no momento da gastrulação.
O território induzido pode exercer uma ação, também indutora, e pode, por sua vez, ter ação do mesmo tipo sobre outros territórios vizinhos. É durante a gastrulação que movimentos celulares completos deslocam e põem em contacto zonas celulares afastadas umas das outras. Esta relação desencadeia uma cadeia de ações de indução que, gradualmente, asseguram uma organogénese coerente.
A indução parece ser devida à elaboração de substâncias químicas, de que se desconhece a sua natureza. Spemann denominou-as "organisinas" e hoje designam-se por "substâncias indutoras". A tentativa de isolamento e purificação das frações ativas permitiu indicar o papel provável das nucleoproteínas, principalmente da sua parte proteica.
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