Ingmar Bergman

Cineasta sueco, Ernst Ingmar Bergman nasceu a 14 de julho de 1918, em Uppsala, e morreu a 30 de julho de 2007, em Faro, no seu país natal, a Suécia. Estudou Arte, História e Literatura na Universidade de Estocolmo, tendo repartido a sua vocação entre o teatro e o cinema, onde se estreou, em 1945, com o melodrama Crise.

O facto de ser filho de um pastor luterano e de ter recebido uma educação autoritária e marcadamente religiosa terá contribuído para reunir as circunstâncias que parecem estar na base das preocupações morais presentes na sua obra.
Quando falamos de moralidade em Bergman, falamos da reflexão sobre as relações do Homem consigo mesmo, com os outros e com Deus; falamos da busca da verdadeira face humana atrás das máscaras, isto é, lá onde o real e o onírico se confundem, formando algo tão inevitável como a realidade.

É essa busca e o percurso de solidão, vulnerabilidade e sofrimento que ela implica que encontramos em filmes como Morangos Silvestres (1957), Persona (1966) e Fanny e Alexandre (1982), o seu último trabalho para o grande ecrã. Bergman surge, portanto, como o fundador do cinema "intimista", simetricamente oposto à lógica narrativa linear do cinema de Hollywood.

Realizou, para além dos trabalhos já mencionados, muitos outros filmes, como, por exemplo, Chove em Nosso Amor (1946), Um Verão de Amor (1951), O Sétimo Selo (1956), A Fonte da Virgem (1960), O Silêncio (1962), Lágrimas e Suspiros (1972), A Flauta Mágica (1975), Face a Face (1976), Sonata de outono (1978), Da Vida das Marionetas (1980), Na Presença de um Palhaço (1997) e Sarabanda (2003).

Foi galardoado, ao longo da sua vida, com vários prémios e foi também várias vezes candidato aos prémios da Academia, destacando-se o Óscar para a Melhor Realização, como aconteceu, por exemplo, em 1984 com Fanny e Alexandre, em 1977 com Face a Face e, em 1974, com Lágrimas e Suspiros. Em 1997 recebeu a Palma de Ouro de carreira no Festival de Cannes.
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