Inocêncio IV

Papa italiano, com um percurso eclesiástico de destaque, o conde de Lavagna, Sinibaldo Fieschi, foi eleito em junho de 1243 depois da libertação dos dois cardeais aprisionados pelo imperador Frederico II. Reinou no trono de S. Pedro até dezembro de 1254.
De origem genovesa, tinha sido elevado, no ano de 1227, à dignidade de cardeal e vice-chanceler, pelo papa Gregório IX. Tinha também lecionado em Bolonha e sido juiz da cúria. Contribuiu para o ensino universitário ao inserir nos manuais a obra de sua autoria Apparatus in quinque libros Decretalium, onde comentava as Decretais do pontífice Gregório IX. No ano seguinte à sua eleição, iniciou a reforma do Colégio Cardinalício, tendo inserido quatro cardeais de nacionalidade francesa, algo que até aí tinha sido inédito. Um ano depois, todos os cardeais iniciaram o uso de um capelo vermelho honorífico, e o Colégio atingiu uma tal importância que as suas reuniões tinham o mesmo poder que os antigos sínodos, exercendo com o papa o governo centralizado da Igreja.
O poder de Roma cresceu de tal forma que a Igreja se permitiu destronar o imperador Frederico II no Concílio de Lyon, iniciado no mês de junho de 1245 e presidido por Inocêncio IV. Neste importante Concílio trataram-se também questões que se prendiam com a invasão da Sicília pelos mongóis, a caída de Jerusalém e das terras da Galileia, de novo, em mãos não cristãs, e os erros morais em que incorriam os seguidores da doutrina cristã e os seus ministros.
A Inquisição, cujas bases tinham sido lançadas no pontificado de Lúcio III, foi implantada em Itália a 15 de maio de 1242, pela bula Ad extirpandos, sendo permitida a tortura. Contudo, este pontífice atuou à semelhança de Gregório IX, tendo imposto certos limites aos procedimentos muitas vezes pouco ortodoxos que se empregavam para obter confissões de heresia.
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