Inocêncio VI

Papa francês, Esteban Aubert nasceu no Limousin (França), ensinou Direito na Universidade de Toulouse, foi nomeado cardeal em 1342 e era bispo de Óstia na altura da sua eleição, a 18 de dezembro de 1352.
Este papa desenvolveu esforços para reformar a Igreja, tentou restringir as despesas exageradas do pontificado anterior, e declarou inválido em julho de 1353 o juramento feito pelos cardeais da cúria de que o número máximo de cardeais não atingiria os vinte, que somente se nomeariam quando o seu número fosse menos de dezasseis e que as novas nomeações teriam de ser aprovadas por dois terços dos cardeais existentes, entre outras condições. Esta invalidação teve como base o carácter de supremacia e de absolutismo do poder do Sumo Pontífice.
Contudo, a defesa da cidade de Avignon dos ataques dos mercenários e os esforços feitos em Itália para permitir à Santa Sede a retoma dos territórios que lhe pertenciam continuaram a ser uma importante fonte de despesas. Inocêncio encarregou os cavaleiros da Ordem de São João do Hospital, estabelecidos na ilha de Rodes, de defenderem a Arménia e Esmirna, depois de ter negado ao rei Filipe VI a dissolução da Ordem, como se tinha procedido com os Templários.
Avignon recebeu nesta altura muitos fugitivos de Castela, uma vez que se tinha instalado a instabilidade política depois da morte do rei Afonso XI. Foi assim que chegou Dom Gil de Albornoz, arcebispo de Toledo, que prontamente se tornou cardeal e homem de confiança do papa. Este tentou, em vão, levar a paz aos conflitos peninsulares, incitados pelo público adultério do rei Pedro I com Maria de Padilha.
Dom Gil de Albornoz foi encarregue, depois da coroação do imperador Carlos IV em Roma, de intervir nas regiões do Patrimonium Petri ("Património de Pedro"), para que a autoridade papal fosse de novo reconhecida. Desempenhou a sua missão com êxito, mas Inocêncio morreu entretanto, a 12 de setembro de 1362, e não chegou a transferir-se para Roma.
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