Institucionalização do conflito

A denominada institucionalização dos conflitos de trabalho, no contexto das sociedades industriais, surge, nomeadamente, devido a uma série de condições, como o facto dos sindicatos e das greves se verem reconhecidos legalmente, dos partidos políticos revolucionários ligados ao movimento operário entrarem no jogo político, entre outros aspetos.
No fundo, trata-se dos sindicatos exercerem um papel importante de moderação nos conflitos laborais, passando as greves, por seu turno, a serem perspetivadas mais como eventos relativamente banais nas empresas (um elemento tático na luta de posições presente nos processos de negociação), em lugar de serem consideradas fenómenos conflituais radicalizados de ordem social e política. Por seu turno, a negociação coletiva deteve, igualmente, um lugar de destaque neste processo de institucionalização do conflito, uma vez que constitui a via de compatibilização dos diferentes interesses em luta nas relações laborais no quadro das sociedades industriais.
No caso de Portugal, este processo de institucionalização dos conflitos de trabalho verifica-se após o 25 de abril de 1974, com a instauração do regime democrático.
Como referenciar: Institucionalização do conflito in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-25 12:03:18]. Disponível na Internet: