Internacional Socialista

Nome geralmente dado à II Internacional Comunista, fundada pelo Congresso de Paris em 1889. Este congresso estabeleceu o 1.o de maio (ainda hoje assinalado mundialmente como Dia do Trabalhador) como o dia internacional da solidariedade operária.
Contrariamente à I Internacional, era constituída apenas pela federação dos partidos socialistas e por membros dos sindicatos. Não era uma organização centralizada. Apesar de estar sediada em Bruxelas, os congressos realizaram-se num número variado de cidades. Em 1912, a Internacional Socialista representava os partidos socialista e social-democrata de todos os países europeus e também dos Estados Unidos, do Canadá e do Japão. Apesar de não dispor de qualquer poder mandatário, era-lhe reconhecida autoridade moral sobre os partidos e organizações nacionais, o que em certas circunstâncias se veio a revelar decisivo. Em 1896, expulsou os anarquistas, por estes se declararem contra a democracia parlamentar.
No seio da II Internacional viria a provar-se a existência de uma diversidade de opiniões entre a fação maioritária reformista "nacionalista" e os revolucionários marxistas "internacionalistas". A separação entre socialistas e comunistas, por sua vez, seria consumada em 1919, na sequência da Revolução Russa.
A II Internacional foi dissolvida em 1939 e renovada em 1951 pelo Congresso de Frankfurt, dando origem à Internacional Socialista que atualmente conhecemos e que tem como ideal político a luta pelo socialismo democrático.
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