Invasões Indo-Europeias

Usualmente designam-se por indo-europeus os povos que habitaram no II milénio a. C. as planícies euro-asiáticas, ocupando um vasto território desde a Alemanha até à parte ocidental da Sibéria, com tradições linguísticas como o indo-ariano, o grego, o itálico céltico, os dialetos germânicos da zona balcânica e eslava, bem como outros provenientes da zona chinesa do Turquestão.
Estes povos fariam um uso bastante sumário da tecnologia agrícola, assentando a metalurgia essencialmente no cobre, e organizando-se a sociedade em três classes (produtores, guerreiros e sacerdotes), religiosamente tutelada por divindades do foro celestial.
O seu avanço sistemático, a partir de uma área provável algures nas planícies entre o Dnieper e o Baixo Volga, teria conhecido três momentos principais. O primeiro, pela Trácia, Ilíria e Danúbio, protagonizado pelos italo-celtas, em direção ao sul e ocidente, tem como objetivo a planície do rio Pó, a Europa Central e a Gália, dirigindo-se os jónios para a Tessália, Grécia e Peloponeso.
O segundo, iniciado igualmente na Trácia, mas percorrendo o Bósforo e o sopé do Cáucaso, e empreendido pelos indo-arianos, dirige-se para sudeste, em direção às regiões da Índia e Bactriana.
Um terceiro momento, liderado pelos hititas, estabelece bases na Anatólia, obrigando à movimentação forçada dos asiáticos, com a consequente invasão da Mesopotâmia pelos cassitas e do Egito pelos hicsos.
Neste espaço de profundas mutações, duas áreas mantêm uma identidade própria, ao mesmo tempo que desenvolvem estádios de evolução originais: Creta e Grécia.
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