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Irène Némirovsky
Escritora de origem ucraniana nascida em 1903, em Kiev, no seio de uma família judaica-ucraniana com interesses na banca, e falecida a 17 de agosto de 1942 no campo de concentração nazi de Auschwitz, na Polónia.
Durante a infância, passou várias vezes férias na costa francesa, na zona de Biarritz.
Entretanto, por motivos políticos o regime soviético começou a perseguir o pai de Irène.
Em 1919, já depois de ter vivido em São Petersburgo, exilou-se com a família em Paris, na França. Estudou literatura na Universidade da Sorbonne, onde se licenciou em Letras. Entretanto começou a escrever contos que publicava numa revista literária. Em 1923 lançou o seu primeiro romance, Le Malentendu, que havia escrito aos 18 anos.
Em 1929, lançou o primeiro romance David Golder e tornou-se num dos nomes mais estimados do meio literário de Paris. Posteriormente escreveu Le Bal (O Baile), Le Vin de Solitude e Jézabel.
Contudo, quando a Alemanha invadiu a França durante a Segunda Guerra Mundial, muitos dos que admiravam Irène passaram a ignorá-la por ela ser judia. Mas o facto é que, no início do conflito, Irène se tinha convertido ao catolicismo.
Irène Némirovsky foi detida em julho de 1942 pela Gestapo, a polícia política do regime nazi de Hitler, apesar dos apelos em contrário do embaixador alemão em Paris e do Marechal Pétain. Assim, foi enviada para o campo de concentração de Auschwitz, na Polónia. A escritora viria falecer no campo de concentração nazi a 17 de agosto desse ano.
Da família só se salvaram duas filhas, Denise e Elisabeth, que foram entregues a uma mulher católica, que as escondeu. Na sua mala Denise levou os manuscritos da mãe. Só em 1954 abriu a mala e teve coragem de ler o que a mãe escrevera. Entre os manuscritos, encontrava-se Suite Française, publicado apenas em setembro de 2004. Esta obra conta o êxodo dos judeus de Paris em 1940. O livro está dividido em dois romances, um sobre a fuga dos judeus e o segundo sobre a ocupação nazi, e já foi considerado o mais importante documento literário do pós-guerra desde os diários de Anne Frank.
Em 2004 a obra póstuma de Irène Némirovsky, Suite Française (Suite Francesa), foi galardoada com o Prémio Renaudot, um dos mais conceituados do panorama literário francês. Foi a primeira vez que este prémio distinguiu um escritor a título póstumo.
Como referenciar: Irène Némirovsky in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-12-12 02:38:48]. Disponível na Internet: