Jacques Chirac

Nasceu em Paris em 1932 e morreu a 26 de setembro de 2019. Foi primeiro-ministro de França nos períodos de 1974 a 1976 e 1986 a 1988, e presidente da República entre 1995 e 2007.

Foi oficial na Argélia em 1956-1957. Foi eleito sucessivas vezes para a Assembleia Nacional, a partir de 1967. Depois de desempenhar os cargos de ministro de Agricultura (1972-1974) e do Interior (1974), foi nomeado primeiro-ministro pelo presidente eleito Giscard d'Estaing em 1974. Viria a renunciar ao cargo devido às suas disputas pessoais e políticas com o presidente.

A sua ambição leva-o a transformar o partido gaullista, conhecido como União dos Democratas para a República (UDR) em União para a República (RPR). Sob a sua liderança, este assumir-se-ia como um partido de centro-direita. Em março de 1977 é eleito Presidente da Câmara Municipal de Paris, o que acontecia pela primeira vez, já que desde 1871 a cidade se encontrava dividida em vinte concelhos não tutelados por uma autarquia centralizadora.

Nas eleições parlamentares de 1986, uma coligação dos partidos da direita venceu as eleições e Chirac foi nomeado primeiro-ministro do presidente socialista François Mitterrand. Desta coabitação resultou que Chirac era o responsável pela política interna (privatizou indústrias e bancos que tinham sido nacionalizados por Mitterrand), enquanto que o presidente tutelava a política externa.

Em 1988 foi candidato presidencial pelo RPR e perdeu as eleições para o seu rival Mitterrand. Viria a triunfar, finalmente, nas eleições seguintes, em maio de 1995, após um conjunto de vitórias importantes do partido, então dirigido por Alain Juppé.

Como presidente, chocou a opinião pública mundial ao anunciar a sua decisão de realizar testes nucleares na Polinésia Francesa. Apesar dos apelos vindos das associações ecologistas e das ameaças de embargo ao consumo de produtos franceses, Chirac não desistiu da realização desses testes, recorrendo ao argumento de que eles eram importantes para a segurança do país. Ainda no domínio da política externa, Jacques Chirac continuou os esforços dos seus antecessores na construção de uma Europa unida.


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