Jacques Rivette

Realizador francês nascido em 1926, de nome verdadeiro Pierre Louis Rivette. Unanimemente considerado como o pai da Nouvelle Vague que marcou a cinematografia francesa dos anos 60, começou a sua carreira como assistente de realizadores consagrados, como Jean Renoir e Jacques Becker. Colaborou nos célebres "Cahiers du Cinéma", onde pontificavam também François Truffaut, Claude Chabrol e Eric Rohmer. A sua primeira longa-metragem foi Paris Nous Appartient (1960), onde ficou patente uma complexidade narrativa que viria a marcar a filmografia futura de Rivette. Seguiu-se a sua obra mais célebre: La Religieuse (1966), uma drama psicológico sobre uma jovem noviça que é sujeita a torturas e perseguida em diversos conventos, não abdicando porém da sua Fé. Proibido na altura da sua estreia devido ao seu teor profundamente anticlerical, só a intervenção de Charles De Gaulle e a pressão do meio intelectual fez com que o filme fosse exibido comercialmente no ano seguinte, tendo sido um sucesso de bilheteira. Seguiram-se outras obras controversas como L'Amour Fou (1968), com quatro horas de duração, e a comédia surrealista Céline et Julie Vont en Bateau (1974), sobre uma bibliotecária que é arrastada para um mundo de fantasia. Apesar de ser um dos realizadores mais prestigiados da Europa, grande parte das três dezenas de títulos por si realizados permanecem ainda inéditos comercialmente em Portugal.
Como referenciar: Jacques Rivette in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-05-20 07:40:52]. Disponível na Internet: