Jacques-Yves Cousteau

Oceanógrafo e ativista do ambiente nascido a 11 de junho de 1910, em França. O comandante Jacques-Yves Cousteau notabilizou-se pelas suas investigações subaquáticas e pelos seus livros e documentários televisivos, largamente difundidos.

Em 1950 tornou-se comandante do Calypso, um draga-minas convertido em navio oceanográfico que se tornaria conhecido mundialmente, e em 1957 foi nomeado diretor do museu oceanográfico do Mónaco. Foi eleito membro da Academia Francesa em 1988. Faleceu em 1997.
O seu empenho no estudo dos oceanos produziria resultados científicos de vulto, e levá-lo-ia também a desenvolver experiências e técnicas revolucionárias. Em 1943 inventou, com Émile Gagnan, o aqualung ou escafandro autónomo, isto é, um escafandro que não dependia do fornecimento de ar a partir da superfície, assim proporcionando aos mergulhadores possibilidades completamente novas de exploração do mundo subaquático.

Cousteau foi também o inventor de um processo para o uso da televisão debaixo de água. Promoveu ainda, a partir de 1962, várias experiências de permanência prolongada debaixo de água, nas quais os mergulhadores chegaram a estar submersos durante um mês.

Cousteau foi desde sempre um apaixonado pelas filmagens da vida subaquática. Ao longo da sua vida, fez mais de uma centena de documentários. Le Monde du Silence (1955), a sua primeira longa-metragem, que realizou com Louis Malle como assistente, valeu-lhe a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1956.

Produziu ainda outros filmes, entre os quais Histoire d'un poisson rouge, galardoado com o prémio para a melhor curta-metragem no Festival de Cannes em 1958.
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