Jaime Martins Barata

Pintor português, nascido a 7 de março de 1899, no Alentejo, e falecido em 1970, tornou-se conhecido pelos seus trabalhos em grande escala e para os correios de Portugal.
Jaime cresceu em Póvoa e Meadas, junto à fronteira com Espanha. O pai morreu quando tinha cinco anos e, apesar das dificuldades financeiras, a mãe, professora primária, conseguiu que os filhos chegassem ao ensino superior. Ao verificar que os filhos tinham bom aproveitamento na escola, Antónia Martins Barata resolveu mudar-se para Lisboa para que eles pudessem continuar a estudar.
Jaime Martins Barata começou por estudar Matemática, para ser professor, na Escola Superior Normal. Depois mudou para a Escola Superior de Comércio, onde seguiu Economia, mas depressa regressou à primeira opção. Assim, em 1922, começou a dar aulas de Matemática e também de Artes, tendo passado por diversas escolas de Lisboa, até 1947.
Entretanto, já desde a juventude que se tinha começado a dedicar à pintura, nomeadamente aguarelas, mas apenas como passatempo. Para aprender mais sobre pintura, paralelamente aos estudos, começou a frequentar a Sociedade Nacional de Belas-Artes, onde travou conhecimento com alguns dos grandes artistas da época, entre pintores, escultores e arquitetos. O seu grupo de amigos artistas, que incluía a sua futura mulher, começou por se dar a conhecer através de algumas publicações, as revistas ilustradas ABC, ABCzinho e a Notícias Ilustrado, onde Jaime trabalhou como fotojornalista e ilustrador.
Em 1940, e sob a direção de Cottinelli Telmo, Jaime Martins Barata pintou uma série de grandes painéis com cenas da História de Portugal destinados a ser exibidos na Exposição do Mundo Português. Tratou-se do primeiro de uma série de trabalhos em grande escala do pintor alentejano, inicialmente pintados a óleo e, mais tarde, segundo a técnica de fresco. Os primeiros frescos de Jaime Martins Barata foram os da Basílica de Santo Eugénio, em Roma.
Ainda relativamente à Exposição de 1940, Jaime Martins Barata desenhou o selo comemorativo do evento para os correios de Portugal. A partir de 1947, passou a ser consultor artístico dos correios.
Precisamente a partir de 1947, devido à grande quantidade de trabalho artístico que tinha, abandonou o ensino, numa altura em que já pouco tempo dedicava às aguarelas. A aposta de Barata foram os trabalhos em grande escala, a maior parte encomendas do Estado. Assim, a sua obra ficou patente em edifícios públicos como tribunais e ministérios.
Jaime Martins Barata, que trabalhava num estúdio com altura de um prédio de três pisos, inventou e melhorou diversos mecanismos de pintura, de modo a facilitar a execução de obras em grande escala.
Como referenciar: Jaime Martins Barata in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-12-06 06:08:49]. Disponível na Internet: