James Cagney

Ator norte-americano nascido em 1899, em Nova Iorque, e falecido em 1986, na mesma cidade. Ficou célebre pela versatilidade que lhe permitiu representar papéis em musicais, comédias e dramas. Filho de pai irlandês, herdou o carácter temperamental do progenitor, algo que demonstraria nos seus papéis cinematográficos. Trabalhou como corista masculino no teatro de vaudeville e, em 1925, chegou à Broadway, onde depressa se tornou numa primeira figura, especialmente depois de Penny Arcade (1929), musical que, quando foi adaptado a cinema com o nome de Sinners' Holliday (1930), contou com Cagney num dos principais papéis. O seu carisma e magnetismo levou a Warner Brothers a propor-lhe um contrato de cinco filmes. Ao terceiro, desempenhou o papel que lhe abriu as portas da fama: The Public Enemy (O Inimigo Público, 1931), onde foi o gangster Tom Powers. Apesar da sua baixa estatura, Cagney tornou-se uma das grandes estrelas de Hollywood, embora inicialmente limitado a papéis de bandido ou mafioso em 'G' Men (Garra de Ferro, 1935), Ceiling Zero ( À Margem da Lei, 1936) e Angels With Dirty Faces (Anjos de Cara Negra, 1938), numa interpretação de assassino condenado à cadeia elétrica, papel que lhe valeu a nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Ironicamente, foi através dum musical que Cagney chegou ao tão almejado galardão: em Yankee Doodle Dandy (Canção Triunfal, 1942) interpretou a figura verídica do compositor George M. Cohan. Apesar de ter vencido o Óscar, Cagney saiu em litígio da Warner em finais de 1942, fundando a sua própria produtora. Depressa percebeu que os seus filmes mais bem sucedidos comercialmente eram aqueles em que interpretava o papel de gangster como White Heat (Fúria Sanguinária, 1949), de Raoul Walsh, onde celebrizou a célebre personagem Cody Jarrett. Voltou a ser nomeado para o Óscar de Melhor Ator por Love Me or Leave Me (Ama-me ou Esquece-me, 1955), um outro musical em que contracenou com Doris Day e novamente na pele de gangster. Experimentou em seguida a realização com Short Cut to Hell (Atalho Para o Inferno, 1957), mas o filme não foi muito bem sucedido em termos comerciais. Em 1961, decidiu anunciar a sua retirada numa comédia de Billy Wilder: One, Two, Three (Um, Dois, Três), em que são relatadas as desventuras dum executivo duma marca de refrigerante americana em Berlim. A braços com diabetes e problemas circulatórios, Cagney foi recusando convites sucessivos para fazer um regresso triunfal. Foi a conselho dos seus médicos que aceitou desempenhar um pequeno papel no filme Ragtime (1981), de Milos Forman, interpretando um polícia. A sua prestação foi bastante elogiada pela crítica especializada que aplaudiu o regresso dum mito. O seu último trabalho artístico foi no telefilme Terrible Joe Moran (1984), na pele dum velho ex-pugilista.
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