Janet Taylor Spence

Psicóloga norte-americana nascida a 29 de agosto de 1923, em Toledo, no estado de Ohio.
Formou-se em Psicologia, em 1945, pelo Oberlin College, em Ohio, e iniciou um trabalho de graduação em Psicologia Clínica na Universidade de Yale. Após um ano de trabalho em testes de inteligência, Janet Spence mudou-se para a Universidade de Iowa, onde fez investigação sobre ansiedade e motivação, com Kenneth Spence, seu futuro marido, coautor da teoria do comportamento Hull-Spencer. Em 1949, obteve o doutoramento em Psicologia e, entre 1949 e 1960, trabalhou no departamento de Psicologia da Universidade de Northwestern, em Evanston (estado de Illinois), tornando-se professora associada em 1956. Depois, regressou a Iowa, onde foi investigadora de psicologia no Veterans Administration Hospital. Posteriormente, o marido mudou-se para o departamento de psicologia da Universidade de Texas, em Austin, e Janet Spence tornou-se investigadora associada, numa escola estatal do Texas, debruçando-se sobre crianças atrasadas. Em 1967, com a morte do marido, foi aceite no Departamento de Psicologia da Universidade do Texas e, entre 1968 e 1972, foi responsável por aquele Departamento. Entre 1973 e 1979, foi coordenadora do jornal Contemporary Psychology e, entre 1978 e 1979, foi membro do Centro de Estudos Avançados em Ciências Comportamentais. Em 1979, foi-lhe atribuído, na Universidade do Texas, o título de Professor Asbel Smith de Psicologia e Psicologia Educacional e, mais tarde, o de Professor Alma Cowden Madden de Artes Liberais. A psicóloga aposentou-se em 1997, passando a viver em Cape Cod, no estado de Massachusetts.
Janet Spence abordou as áreas da psicologia experimental, social e clínica, debruçando-se particularmente sobre a motivação e a identidade do género. Um dos seus primeiros trabalhos foi o Manifest Anxiety Scale (MAS), que se tornou num modelo relativamente à ansiedade no desempenho. Spence demonstrou que a motivação intrínseca era importante no desempenho individual, contrariando o modelo de recompensa, que vigorava como ideal pelos psicólogos da altura; ela considerava-o ineficiente e contraproducente. Posteriormente, dedicou-se também ao estudo do género e desenvolveu a sua teoria da identidade do género, apresentando vários critérios para medir características e atitudes relacionadas com os géneros masculino e feminino.
Spence publicou diversos artigos científicos e obteve o doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Toledo, Universidade Estatal de Ohio e Oberlin College. Para além disso, foi a única pessoa a exercer, até então, as funções de Presidente não só na Associação de Psicologia Americana, como também na Sociedade de Psicologia Americana.
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