jazigos minerais ortomagmáticos

Alguns elementos minoritários dos magmas podem concentrar-se em massas de volume significativo e ricas em elementos, metálicos ou não metálicos, nas primeiras fases da sua consolidação - fase ortomagmática -, originando jazigos minerais importantes.
Exclusivamente desta forma se constituem os jazigos de crómio e de platina.
Os jazigos minerais ortomagmáticos caracterizam-se pela sua estreita relação com as rochas magmáticas plutónicas. Em todos os casos, resultaram da precipitação de cristais nas primeiras fases de consolidação do magma, ainda que se encontrem disseminados na rocha plutónica, se tenham separado por segregação em concentrações à parte ou se tenham introduzido em fissuras ou juntas (injeção).
Como exemplo de disseminação pode citar-se o caso das chaminés diamantíferas da África do Sul em que os diamantes estão dispersos, como fenocristais nos kimberlitos.
A segregação pode ocorrer por acumulação gravitatória de cristais pesados na parte inferior da câmara magmática, ainda que se possam encontrar em concentração marginal da mesma.
Nas injeções, os minerais concentram-se, possivelmente, por diferenciação, mas não permaneceram no seu local original, tendo antes sido arrastados pelo magma nas fissuras ou juntas pré-existentes. Entre os exemplos deste tipo de concentração está o dique de magnetite titanífera de Cumberland e o maior depósito do mundo de magnetite em Kiruna, na Suécia.
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