Jean-Christophe Rufin

Escritor francês, nascido a 28 de junho de 1952 em Bourges, foi criado pelos avós após ter sido abandonado pelo pai.
Aos 25 anos, depois de ter concluído os estudos de medicina, Rufin partiu para a Tunísia como cooperante, participando, ainda em 1977, na sua primeira missão humanitária, na Eritreia, onde entrou clandestino.
Em 1986 foi escolhido para conselheiro do secretário de Estado dos Direitos Humanos e nesse mesmo ano publicou o seu primeiro livro, o ensaio Le Piège Humanitaire, sobre as questões políticas da ação humanitária. Em 1991, assumiu a vice-presidência da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras, cargo que exerceu até 1993, quando passou a conselheiro do Ministério da Defesa francês em questões relacionadas com as relações Norte-Sul. Dois anos mais tarde, deixou o ministério e passou a administrador da Cruz Vermelha francesa, assim como se tornou adido cultural no Brasil.
Ao longo de duas décadas Rufin participou em ações humanitárias em países em guerra como a Nicarágua, o Afeganistão, as Filipinas e o Ruanda, assim como nos Balcãs, durante a crise jugoslava.
Em 1997 estreou-se como romancista com L'Abyssin (O Abissínio), obra que ganhou o Prémio Goncourt para primeiro romance e o Prémio Mediterrannée, dois dos mais importantes galardões literários franceses. A obra relata a história de uma embaixada francesa enviada para a Etiópia pelo rei Luís XIV.
Dois anos mais tarde, regressou aos ensaios com Les Causes Perdues (As Causas Perdidas), obra inspirada na missão humanitária em que participou na Etiópia que lhe valeu outro prémio, desta vez o Interallié.
Rouge Brésil (Pau Brasil), romance sobre as primeiras colónias francesas do outro lado do Atlântico, valeu a Rufin, em 2001, a conquista do Prémio Goncourt, um dos mais importante galardões literários de França.
Em 2003 com Globalia (Globália) deixou de lado os romances de cariz histórico para se aventurar numa história futurista, que tem por cenário uma sociedade perfeita que vive isolada do resto do mundo, ao estilo de 1984, de George Orwell.
Paralelamente à carreira de escritor, Jean-Christophe Rufin mantém uma colaboração com o Instituo de Estudos Políticos de Paris, onde também estudou, e com a organização humanitária Action Contre la Faim. Foi ainda nomeado, em 2005, membro do conselho de administração do Conselho Superior do Audiovisual, em França.
Como referenciar: Jean-Christophe Rufin in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-24 02:30:24]. Disponível na Internet: