Jean-Henri Dunant

Filantropo suíço nascido em 1828, em Genebra, e falecido em 1910, em Heiden. Inicialmente, um grande homem de negócios, foi representante de uma companhia genovesa. Enfrentando alguns problemas no que diz respeito à exploração das terras e numa tentativa de solução desses mesmos problemas, decidiu dirigir-se pessoalmente ao imperador Napoleão III, que na época se encontrava em Itália dirigindo o exército francês (que juntamente com os italianos tentava expulsar os austríacos do território italiano). Ao presenciar o sofrimento na frente de combate na Batalha de Solferino (1859), Dunant organizou de imediato um serviço de primeiros socorros. Desta sua experiência resultou o livro Un souvenir de Solferino (1862) onde sugeria a criação de grupos nacionais de ajuda para apoiar os feridos em situações de guerra e propunha a criação de uma organização internacional que permitisse melhorar as condições de vida e prestar auxílio às vítimas da guerra.
As suas numerosas negociações conduziram à realização da Convenção de Genebra, permitindo que em 1864, se tornasse o fundador da Cruz Vermelha.
Recebeu o primeiro Prémio Nobel da Paz, atribuído em 1901, em parceria com Frédéric Passy.
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