Jean-Louis Barrault

Ator e encenador francês nascido em 1910, em Le Vésinet, e falecido a 22 de janeiro de 1994. Foi discípulo de Charles Dullin e, depois, ator na companhia teatral L'Atelier. Estreou-se cinematograficamente em Les Beaux Jours (1935), seguindo-se Helène (1936) e J'Accuse (1938) Em 1940, depois de ter entrado na Comédie-Française, representou e levou a cena Phèdre, de Racine, e Le Soulier de Satin, de Claudel. De regresso ao cinema, foi juntamente com Arletty protagonista de Les Enfants du Paradis (1945), em que explanou todas as suas capacidades pantomímicas, fazendo do filme um sucesso de público, mesmo a nível internacional. Foi dirigido por Max Ophüls em La Ronde (1950), encabeçando um elenco que incluía nomes como Simone Signoret e Serge Reggiani. Em 1959, fundou uma companhia de teatro com a sua esposa, Madeleine Renaud, que se impôs com a representação de obras clássicas, como a Oresteia de Ésquilo e o Hamlet de Shakespeare, e de obras modernas de Claudel, Giraudoux, Cocteau, Schéadé, Duras e Beckett. Como consequência, começou a rarear as suas aparições cinematográficas, salientando-se apenas um papel secundário na grande produção The Longest Day (O Dia Mais Longo, 1962). Em 1966, foi nomeado Diretor do Teatro Nacional de França, mas o seu apoio explícito aos estudantes durante as revoltas de maio de 68 levaram ao seu afastamento compulsivo. Barrault continuou a atuar em teatro até final da década de 80, mas também fez televisão e cinema, destacando-se La Nuit de Varennes (A Noite de Varennes, 1982), de Ettore Scola.
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