Jean-Luc Godard

Realizador francês, nascido a 3 de dezembro de 1930, integrou o grupo dos realizadores da Nova Vaga nos fins dos anos 50 e anos 60. Caracteriza-o uma absoluta independência por muitos entendida como manifestação extrema de solipsismo ou indiferença em face do público. O seu estilo imprevisível assenta num período de filmagens informais e quase improvisadas que são posteriormente trabalhadas a nível da montagem, estratégia que aproveitou do «cinéma-vérité». Godard pretende, assim, filmar uma vida cujo sentido se perdeu irremediavelmente ou nunca chegou a existir, pelo que trata sobretudo os temas da instabilidade das emoções humanas, da dificuldade das relações interpessoais, da busca do real no seio da aparência, da ideologia, da linguagem e mesmo da arte, recorrendo a uma densíssima rede de citações não só literárias mas também fílmicas, que figuram a obscura e labiríntica floresta de símbolos em que a humanidade está encurralada. A sua obra é composta por filmes tão emblemáticos como À Bout de Souffle (O Acossado, 1959), Vivre sa vie (1962), Le mépris (O Desprezo,1963), Pierrot le Fou (Pedro, o Louco, 1965) e Je vous Salue, Marie (1985).
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