Jean Marais

Ator francês nascido em 1913, em Cherbourg, e falecido a 8 de novembro de 1998, em Cannes, vítima de ataque cardíaco. Ator favorito do realizador Jean Cocteau e um dos intérpretes mais importantes da história do cinema francês das décadas de 40 e 50. Inicialmente, a sua vocação de ator parecia não encontrar eco, visto ter sido recusada a sua entrada no Conservatório de Paris. Começou a fazer teatro de rua e teatro amador, mas devido à sua aparência de galã, decidiu tentar a sorte no cinema. Estreou-se com Dans les Rues (1933), mas, durante alguns anos, os seus papéis cinematográficos foram bastante discretos e dececionantes. Foi quando conheceu Cocteau que a sua carreira tomou um novo rumo, protagonizando títulos populares como L'Éternel Retour (1943), La Belle et la Bête (A Bela e o Monstro, 1946) e Orphée (1949). Gradualmente, Marais tornou-se um dos atores mais populares do cinema francês do pós-guerra: foi Edmond Dantès, em Le Comte de Monte-Cristo (O Conde de Monte Cristo, 1955), e trabalhou sob a direção de Jean Renoir, em Elena et les Hommes (Helena e os Homens, 1956), onde contracenou com Ingrid Bergman e Mel Ferrer. Também trabalhou em Itália, onde foi Ponzio Pilato (Pôncio Pilatos, 1962). Em 1963, profundamente abalado com a morte de Cocteau (os jornais de escândalos chegaram mesmo a atribuir-lhes uma relação homossexual), ameaçou retirar-se do cinema, mas regressou no ano seguinte para protagonizar o filme de aventuras Fantômas (1964)., personagem que encarnou em mais dois títulos rodados em 1965 e 1967. A sua popularidade entrou em declínio durante os anos 70 e 80. Em 1996, foi agraciado com a Legião de Honra. Nesse mesmo ano, despediu-se dos seus fãs com um pequeno papel em Stealing Beauty (Beleza Roubada, 1996), de Bernardo Bertolucci.
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