Jim Carrey

Reconhecido ator norte-americano, James Eugene Carrey nasceu a 17 de janeiro de 1962, na cidade canadiana de Newmarket. Desde cedo revelou tendência para a comédia, iniciando a sua carreira em pequenos clubes noturnos onde fazia imitações de atores. Descoberto pelo humorista Rodney Dangerfield, resolveu emigrar para os Estados Unidos, onde se estreou numa sitcom televisiva. Depois de alguns papéis menores, em filmes como Peggy Sue Got Married (Peggy Sue Casou-se, 1987) e The Dead Pool (Na Lista do Assassino, 1988), Carrey voltou aos meios televisivos para protagonizar uma série de sketches cómicos intitulada In Living Color (1990). Em termos cinematográficos, o filme que lançou a sua carreira foi Ace Ventura: Pet Detetive (Ace Ventura, Detetive Animal, 1994), um filme que celebrizou Carrey pelo seu humor mímico e algo escatológico. A carreira prosseguiu com The Mask (A Máscara, 1994), em que Carrey personificava Stanley Ipkiss, um tímido bancário que, colocando uma máscara, assumia um alter-ego extrovertido. O público americano acolheu muito bem este super-herói pouco ortodoxo que catapultou o ator para o sucesso. Participou ao lado de Jeff Daniels em mais uma comédia desbragada, Dumb and Dumber (Doidos à Solta, 1994), antes de assumir o papel do vilão The Riddler no terceiro filme da saga Batman, em Batman Forever (Batman Para Sempre, 1995), substituindo Robin Williams a meio das filmagens. Em 1996, tornou-se o ator mais bem pago de Hollywood, ao receber 20 milhões de dólares pelo seu desempenho em The Cable Guy (O Melga, 1996). O filme não correu bem do ponto de vista de bilheteira, mas Carrey compensou o fracasso com Liar, Liar (O Mentiroso Compulsivo, 1997), a história de um advogado que, depois de uma promessa feita ao filho, se torna incapaz de dizer mentiras. No ano seguinte, a carreira de Carrey dá uma incrível reviravolta ao revelar um inesperado talento como ator dramático em The Truman Show (A Vida em Direto, 1998), a inusitada história de um vendedor que descobre que a sua vida é um mundo de ficção encerrado num mega-estúdio de televisão e que todos os seus atos são televisionados desde o seu nascimento. Pelo seu desempenho, Carrey venceu um Globo de Ouro. O seu trabalho seguinte foi a personificação do comediante maldito Andy Kaufman, em Man on the Moon (Homem na Lua, 1999), realizado por Milos Forman. O seu notável desempenho mereceu a aclamação da crítica e a sua não nomeação para o Óscar foi uma das maiores injustiças da Academia de Hollywood. Algo desiludido por não ver reconhecida a sua faceta de ator dramático, voltou às comédias, filmando, com os irmãos Farrelly, Me, Myself and Irene (Ela, Eu e o Outro, 2000) e entrando no filme natalício How the Grinch Stole Christmas (Grinch, 2000). Em 2001, regressou aos papéis dramáticos em The Majestic, de Frank Darabont. Em 2003, estreou um dos seus filmes de maior sucesso, Bruce Almighty (Bruce, o Todo-Poderoso), onde interpretou alguém que temporariamente adquire os poderes de Deus (aqui desempenhado por Morgan Freeman). Seguiram-se Eternal Sunchine of the Shotless Mind (O Despertar da Mente, 2003), onde trabalhou ao lado de Kate Winslet, Kirsten Dunst e Tom Wilkinson, e a comédia familiar Lemony Snicket's A Series of Unfortunate Events (Lemony Snicket's: Uma Série de Desgraças, 2004), dirigido por Brad Silberling, com Meryl Streep e Jude Law, entre outros artistas.
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