João

Imperador do Ocidente (?-425 d. C.) - para alguns um usurpador -, que reinou entre 423 e 425. Pertencia à Casa de Teodósio. Foi ele quem pôs a capital do Império do Ocidente em Ravena. Teve um reinado apagado e manipulado pelos militares.
As origens de João são desconhecidas, como a sua carreira até atingir o cargo de primicerius notariorum, ou notário-chefe do Império. Quase nada se sabe da sua personalidade também, ainda que se diga que fosse calmo e de brandos costumes. Foi, todavia, manipulado, pelo apoio militar e político que lhe davam, por Castino, magister militum (comandante chefe das tropas) e Aécio, filho de Gaudêncio, grande general romano. A ele se deve a transferência da capital do Ocidente para Ravena, logo após a sua aclamação em Roma. A sua autoridade no entanto não era aceite em todo o Ocidente, pois em África não era reconhecida. As relações com o Oriente também não eram boas e a paz difícil. Por isso, Teodósio II, imperador do Oriente, enviou em 425 uma expedição a Ravena para depor João e instalar Valentiniano III como imperador do Ocidente. João ainda tentou negociar com Teodósio II, mas sem êxito: este, instigando generais de João, fez com que o levassem preso para Aquiléia, no nordeste de Itália, e aí o mutilassem, para depois o executarem. Alguns dias depois da sua morte, chegavam os Hunos a Itália, mas trazidos por um romano: Aécio.
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