João

João era diácono na altura em que faleceu o papa Gregório IV, tendo sido então aclamado Sumo Pontífice pelo povo e tomado posse de São João de Latrão. Esta eleição precipitada teve origem na época de grande instabilidade e perigo que se vivia na altura, uma vez que Roma via aproximar-se cada vez mais a ameaça dos magyares, que provinham do Este (região da Hungria), dos muçulmanos, que vinham da parte mediterrânica, e dos vikings, do Norte. Dada esta situação, o povo sentia uma necessidade urgente de depositar a confiança em alguém que os defendesse, uma vez que não se podia contar com o apoio do Império, que se encontrava dividido por uma guerra civil desencadeada pela morte do imperador Luís, o Piedoso, em 840.
Contudo, este diácono não chegou a ser consagrado papa, tendo sido o arcipreste de Roma, Sérgio, que ocupou o trono pontifício, após uma nomeação feita na igreja de São Martinho pelos membros da nobreza.
Depois de subjugado o povo, Sérgio II evitou que João fosse condenado à morte.
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