João Arroio

Professor e político português, João Marcelino Arroio nasceu a 4 de outubro de 1861, no Porto.
De uma família ligada ao meio artístico, João Arroio estudou Direito, na Universidade de Coimbra. Em 1880, por altura das comemorações do tricentenário camoniano, fundou o Orfeão Académico de Coimbra e dinamizou a edição do Estudo Sociológico para a Sétima Cadeira da Faculdade de Direito. Em 1884, doutorou-se em Direito, tornando-se professor catedrático da faculdade, no ano seguinte. Nesse período, foi eleito deputado do Partido Regenerador, por Vila do Conde e, mais tarde, foi nomeado ministro de vários ministérios, destacando-se o da Marinha e o dos Estrangeiros. A sua ação ministerial foi discreta, mas as suas intervenções parlamentares revelaram qualidades de um grande orador. Em 1902, foi nomeado embaixador em Paris.
Para além da publicação de vários estudos jurídicos, de um livro de poesias, em 1915, e da peça Paulo e Lena, em 1918, João Arroio compôs diversas peças musicais das quais se salientam as composições para piano, as óperas Leonor Teles e Amor de Perdição, esta baseada no romance de Camilo Castelo Branco e apresentada no Teatro S. Carlos (1907) e em Hamburgo (1910). Tendo uma conceção grandiosa e romântica da música coral, incutiu um reportório dinâmico ao Orfeão Académico do qual constatou o Coro do Caçadores de Weber, a Marcha de Tannhauser de Wagner e o Hino Académico de José Medeiros.
João Arroio faleceu a 18 de maio de 1930, em Casas Novas, em Sintra.
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