João Vaz Corte Real

Navegador do século XV (?-c.1496), desconhece-se a sua data de nascimento. Pertencia a uma família de algum prestígio na sociedade portuguesa quatrocentista; filho de Vasco Anes Corte Real e irmão de Fernão Vaz Corte Real, era oriundo do Algarve. Porteiro-mor da casa do infante D. Fernando (irmão do rei D. Afonso V), participou em 1461 na expedição que defendeu a praça norte-africana de Alcácer Ceguer. Apesar de polémicas dificilmente resolvidas no estado atual dos conhecimentos, diversos historiadores consideram que teria feito duas viagens à Terra Nova (ou a qualquer zona próxima da Gronelândia) e América do Norte, atingindo aquela região antes de 1472, conforme as descrições aduzidas cerca de cem anos depois por Gaspar Frutuoso nas Saudades da Terra. Em 1474 fixou-se na ilha Terceira quando lhe foi concedida a capitania de Angra. Esta doação é vista por aqueles que o consideram um dos pioneiros da exploração do Novo Mundo como uma recompensa pelos feitos que realizou. Em 1483 é-lhe concedido o cargo de capitão da ilha de S. Jorge. Entre as viagens que lhe são atribuídas, julga-se que teria participado, como navegador experiente, numa expedição organizada por Cristiano I da Dinamarca à Gronelândia, embora alguns questionem a realização deste empreendimento. Fixado nos Açores, em maio de 1495 recebeu de D. Manuel I as alcaidarias-mores dos castelos de Angra e S. Jorge. Viria a morrer em 2 de julho de 1496.
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