Joaquim Mouzinho de Albuquerque

Joaquim Mouzinho de Albuquerque, militar e governador colonial português, nasceu a 12 de novembro de 1855, na Batalha, e suicidou-se, a tiro de revólver, a 8 de janeiro de 1902, em Lisboa.
Frequentou o curso de Cavalaria da Escola do Exército, vindo depois a alcançar o posto de tenente-coronel, colocado no Estado-Maior da sua arma. Seria abundantemente condecorado e tornar-se-ia ajudante de campo do rei D. Carlos.
A sua maior glória foi atingida nas campanhas de África do final do século. Mouzinho de Albuquerque deixou Lisboa para se incorporar nas colunas de operação contra os rebeldes dependentes do chefe vátua Gungunhana. Deu início a um dos acontecimentos mais arriscados da colonização europeia de África, que foi a captura, em Chaimite, daquele chefe tribal, no ano de 1895. A captura de Gungunhana, associada a uma vitória militar de Mouzinho em Macontene, em 1897, proporcionou aos portugueses a oportunidade de ocuparem toda a parte sul do território moçambicano. Mouzinho foi então nomeado para as funções de comissário-régio em Moçambique, mas viria a demitir-se do cargo, mais tarde, quando viu reduzidos os seus poderes.
Regressado à metrópole, Mouzinho foi escolhido para o modesto cargo de oficial-mor da casa real. No entanto, continuava a mostrar-se vocacionado para a guerra e o exército. Angustiado, não sabem os historiadores dizer exatamente porquê, Mouzinho escolheria pôr fim à vida.
Mouzinho de Albuquerque ficou reconhecido como uma das personalidade mais célebres da sua época, não só pelo episódio heroico em África, mas também pela força com que lutava nas organizações e atividades em que participava.
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