Joel Schumacher

Realizador norte-americano, Joel Schumacher nasceu a 29 de agosto de 1939, em Nova Iorque. Com o curso de Desenho Técnico, trabalhou até aos 35 anos como costureiro e desenhador de moda, colaborando em alguns filmes como figurinista. Tirou um curso breve de realizador de cinema e, em 1974, estreou-se como diretor profissional no telefilme The Virginia Hill Story (1974). Não satisfeito com o seu trabalho, decidiu tornar-se argumentista: o seu primeiro guião foi o da comédia Car Wash (1976), protagonizada por Richard Pryor, que teve modestos resultados de bilheteira. Seguiu-se o discreto musical negro Sparkle (1976) e o falhado The Wiz (1978), uma das raras incursões de Michael Jackson no cinema. O primeiro trabalho de Schumacher como realizador cinematográfico foi a comédia The Incredible Shrinking Woman (1981), onde a atriz Lily Tomlin desempenhou um triplo papel. O filme passou despercebido entre o público, mas recebeu elogios da crítica devido à sua direção artística. Seguiram-se St. Elmo's Fire (1985), que projetou atores como Demi Moore, Rob Lowe e Andie MacDowell, The Lost Boys (Os Rapazes da Noite, 1987) e Cousins (Entre Primos, 1989), a primeira incursão do realizador no campo da comédia romântica. A década de 90 possibilitou a Schumacher a expressão de um cinema mais comercial. Esse trajeto iniciou-se com Flatliners (Linha Mortal, 1990), um drama sobrenatural sobre um conjunto de estudantes de Medicina que desenvolvem um processo arriscado de estudo da vida para além da morte. O filme, protagonizado por Julia Roberts e Kiefer Sutherland, foi um êxito. O realizador trabalhou novamente com Roberts no filme romântico Dying Young (A Escolha do Amor, 1991), onde encarnou uma enfermeira que aceita cuidar de um jovem (Campbell Scott) prestes a morrer de leucemia, acabando por apaixonar-se. Falling Down (Um Dia de Raiva, 1993) marcou uma abrupta rutura com a filmografia anterior de Schumacher. Violenta crítica à sociedade urbana, Michael Douglas desempenhou o papel de um executivo de Los Angeles que sucumbe psicologicamente ao stress profissional e a um casamento falhado, iniciando um percurso de violência gratuita. O seu projeto seguinte foi mais convencional: a adaptação do romance de John Grisham The Client (O Cliente, 1994), que valeu pelo excelente trabalho dos atores Tommy Lee Jones e, especialmente, de Susan Sarandon, nomeada para o Óscar de Melhor Atriz. Schumacher, devido à sua fama de não ultrapassar o orçamento das rodagens, foi a primeira escolha da Warner para substituiram Tim Burton na realização do terceiro filme da saga do homem-morcego: Batman Forever (Batman Para Sempre, 1995). A vivacidade e dinamismo do filme substituiu a visão gótica que Burton impôs nos filmes anteriores. Já o quarto filme Batman and Robin (Batman e Robin, 1997) desapontou o público pela inconsistência narrativa e pela falta de carisma de George Clooney, na composição do herói. Pelo meio, o realizador assinou um drama racial: A Time To Kill (Tempo de Matar, 1996), sobre um homem negro (Samuel L. Jackson) que é levado a tribunal por ter assassinado os violadores da sua filha. Assinou ainda Bad Company (Más Companhias, 2002), uma comédia policial com Anthony Hopkins e Chris Rock, Phone Booth (Cabine Telefónica, 2003), um thriller protagonizado por Colin Farrell, e The Phantom of the Opera (O Fantasma da Ópera, 2004), uma adaptação cinematográfica da obra homónima de Andrew Lloyd Webber, na qual participam Gerard Butler, Minnie Driver e Patrick Wilson, entre outros atores.
Como referenciar: Joel Schumacher in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-13 22:17:38]. Disponível na Internet: