Jorge Brum do Canto

Realizador português de cinema, Jorge Brum do Canto nasceu em 1910 e faleceu em 1994. Lisboeta de nascimento, frequentou o curso de Direito na Universidade da capital, mas não chegou a concluí-lo. Começando, ainda muito jovem, a publicar textos sobre cinema, fez, em 1925, com apenas quinze anos, um primeiro papel na Sétima Arte (em O Desconhecido, de Rino Lupo). Em 1927, exerceu a atividade de crítico cinematográfico em O Século, onde, em 1928 e 1929, assinou uma página semanal, O Século Cinegráfico. Foi, entretanto, redator e colaborador de várias revistas de cinema, tais como Cinéfilo, Kino e Imagem. Iniciou-se como realizador em A Dança dos Paroxismos, filme marcado pelo vanguardismo francês e cuja rodagem começou no fim de 1928. Este filme foi exibido publicamente apenas uma vez nessa época, em novembro de 1930, voltando a ser projetado a 27 de outubro de 1984, na Cinemateca Portuguesa. Em 1931, Brum do Canto produziu Paisagem, filme que não chegou a completar por motivos de ordem financeira. Até 1935, participou na elaboração de alguns documentários, sendo, nesse ano, assistente de realização e autor da planificação de As Pupilas do Senhor Reitor, de Leitão de Barros, a que se seguiu, em 1936, O Trevo de Quatro Folhas, de Eduardo Chianca de Garcia, filme em que foi assistente-geral. Em 1937, realizou A Canção da Terra, a sua primeira longa-metragem, que seria lançada em 1938. Até aos primeiros anos da década de 50, rodou mais seis longas-metragens. De 1953 a 1959, interrompeu a sua atividade no cinema e partiu de Lisboa para Porto Santo, onde se fixou e dedicou à administração agrícola e à pesca. Nos anos 60, voltou ao cinema com três filmes, e, na década seguinte, revelou-se como ator em peças teatrais filmadas pela RTP. Da sua filmografia, destacam-se, além das obras mencionadas, A Hora H (curta-metragem, 1938), Chaimite (1953), Retalhos da Vida de um Médico (1962), Fado Corrido (1964), A Cruz de Ferro (1965) e O Crime de Simão Bolandas (1984).
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