José Wallenstein

Ator e encenador português, José Wallenstein nasceu em 1959, em Lisboa.
Fez o curso de Formação de Atores da Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Depois de formado, entrou em diversas peças tendo trabalhado com encenadores como Luís Miguel Cintra, Ricardo Pais, Carlos Avilez, Miguel Guilherme, Jorge Listopad, Fernanda Lapa, Filipe La Féria e Rui Mendes, entre outros.
A nível de cinema Wallenstein estreou-se, em 1981, com o consagrado realizador Manoel de Oliveira, ao participar em Silvestre. Enquanto ator iniciou aí uma forte ligação a Manoel de Oliveira que o levou a participar ainda em filmes como O Sapato de Cetim (1985), A Divina Comédia (1991), A Caixa (1994) e Porto da Minha Infância (2001). Mas José Wallenstein trabalhou ainda com realizadores como Alain Tanner, em A Cidade Branca (1983), José Nascimento, em Repórter X (1987), Joaquim Leitão, em Tentação (1999), e Luís Filipe Rocha, em Camarate (2001). Entretanto, em 2000 integrou o elenco do telefilme Amo-te Teresa, apresentado no canal privado de televisão SIC. O filme foi realizado por Cristina Boavida e Ricardo Espírito Santo. Paralelamente, participou em diversas séries da televisão portuguesa como Riscos (1997), tendo contracenado com Alexandra Lencastre, Major Alvega (1998) e Ballet Rose (1998). Ainda a nível televisivo, referência para um pequeno papel desempenhado numa série francesa intitulada L'Homme de Suez (o homem do Suez), realizada em 1984 por Christian-Jaque.
Já em finais da década de 90, José Wallenstein apostou principalmente no teatro, tendo trabalhado com diversas companhias do Porto, ao mesmo tempo que dirigiu cursos de interpretação.
Em 1999, apresentou A Metamorfose, adaptação sua da obra de Franz Kafka representada pelo grupo Visões Úteis, no Teatro Carlos Alberto, no Porto. Ainda nesse ano, dirigiu a ópera Édipo - Tragédia do Saber, de António Pinho Vargas e Pedro Paixão, no Teatro Nacional São João. No ano seguinte, traduziu, adaptou e encenou o romance Diálogo em Ré Maior, do espanhol Javier Tomeo. A peça foi apresentada pelo grupo As Boas Raparigas no Balleteatro Auditório, no Porto.
Em setembro de 2000, José Wallenstein tomou posse como diretor do Teatro Nacional São João, do Porto, em substituição de Ricardo Pais. Esteve em funções exatamente dois anos, até setembro de 2002, altura em que voltou a dar o lugar a Ricardo Pais.
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