José Wilker

Ator brasileiro, José Wilker de Almeida nasceu a 20 de agosto de 1945, em Juazeiro do Norte, pequena cidade do interior do estado do Ceará. Depois de ter completado os estudos secundários no Colégio Salesiano, desafiou a autoridade de seu pai, que queria que ele fosse médico, e fugiu de casa para tentar a vida de ator. Escolheu a cidade de Recife, onde iniciou um projeto de teatro de rua. Ao mesmo tempo que desempenhava as funções de locutor de rádio, estreou-se teatralmente com a peça Julgamento em Novo Sol (1963). Fez a sua primeira aparição cinematográfica com um papel secundário no filme A Falecida (1965). Wilker tornou-se gradualmente num respeitado ator teatral, tendo mesmo abandonado em 1969 o curso de Sociologia para se dedicar totalmente à sua carreira. Estreou-se na encenação em 1970 dirigindo a peça O Chão dos Penitentes, e nesse mesmo ano tornou-se no mais jovem ator brasileiro de sempre a vencer o prémio Molière pela melhor interpretação masculina na peça O Arquiteto e o Imperador da Assíria (1970). Rapidamente a Rede Globo lhe propôs um contrato, tendo feito a sua primeira telenovela em 1971: Bandeira 2. Contudo, a fama nacional só chegaria quatro anos depois, quando assumiu a personagem do bon-vivant Mundinho na telenovela Gabriela (1975). Bruno Barreto convidou-o para protagonizar ao lado de Sónia Braga a adaptação cinematográfica do romance de Jorge Amado Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), que se tornou no filme brasileiro com maiores resultados de bilheteira de todos os tempos. Wilker assumiu então papéis de galã em fitas como Bye Bye Brasil (1979) ou telenovelas como Final Feliz (1982). Voltou a ser novo fenómeno de popularidade com o êxito da personagem homónima da telenovela Roque Santeiro (1985), na pele de um homem que regressa à sua cidade natal após 20 anos de ausência para descobrir que a população o venera como mártir. Em 1986, na sequência de um conflito com a Globo, rescindiu o seu contrato e assinou com a Rede Manchete, onde assumiu a direção de atores nas telenovelas Helena (1987) e Carmen (1987). Por falta de audiências destes seus projetos, regressou à Globo para protagonizar ao lado de Lima Duarte a telenovela Salvador da Pátria (1989). Esteve em Portugal a convite de João Canijo para filmar ao lado de Rita Blanco Filha da Mãe (1990), para além de ter tido uma participação secundária num filme americano The Medicine Man (Os Últimos Dias do Paraíso, 1992), onde trabalhou com Sean Connery. Em Portugal, a grande fatia da sua popularidade deve-se às novelas que protagonizou, sendo as mais recentes Fera Ferida (1993), A Próxima Vítima (1995), Suave Veneno (1999), Desejos de Mulher (2002) e O Quinto dos Infernos (2002), para além de assumir a direção de atores da popular série cómica Sai de Baixo (1996-2002).
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